Entenda o que faz um engenheiro de pesca e conheça opções de faculdades no Brasil
De acordo com a Pescaria S/A, o profissional atua no cultivo, captura, conservação e industrialização do pescado, com forte mercado no país.
Por Redação Pescaverso · 05/10/2026 · Brasil · 2 min de leitura

Para quem quer trabalhar diretamente com a produção, conservação e tecnologia do pescado, a Engenharia de Pesca surge como uma excelente opção de carreira. De acordo com informações da Pescaria S/A, esse profissional é altamente técnico e atua em toda a cadeia produtiva, desde o manejo e a captura até a comercialização de peixes e outros organismos aquáticos.
Historicamente, a aquicultura teve aperfeiçoamento pelos italianos no século 15 d.C., período em que os primeiros especialistas desenvolveram técnicas hidráulicas para criação de peixes no Mediterrâneo. Já no século XX, a chegada de novas tecnologias transformou a dinâmica do setor nos rios e mares, tendo países como Canadá, Dinamarca e Islândia entre os principais investidores atuais na área.
Áreas de atuação do profissional
O campo de trabalho para o engenheiro de pesca é amplo e envolve o cultivo, a captura e o beneficiamento de pescado. Segundo a Pescaria S/A, o profissional pode atuar em pesquisas e docência, em indústrias de tecnologia de pesca, em estações de piscicultura, em órgãos de defesa ambiental ou como consultor em projetos de aquicultura e piscigranjas.
Para exercer a profissão, o engenheiro de pesca precisa estar registrado no Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de seu respectivo estado. A legislação brasileira exige um profissional habilitado como responsável técnico para atuar nas indústrias pesqueiras, o que amplia o mercado de trabalho.
Onde estudar Engenharia de Pesca no Brasil
No Nordeste, existem várias instituições públicas que oferecem a graduação. A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a segunda a criar o curso no país, em 1972, motivada pela exportação de lagosta, pargo e camarão marinho. Outra opção é a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que tem parceria logística com o IBAMA. Na Bahia, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) oferece o curso em Cruz das Almas, aproveitando o potencial das bacias dos rios São Francisco, Paraguaçu e de Contas.
Em Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desenvolve pesquisas no Baixo São Francisco em parceria com a Embrapa e a Codevasf. Já no Estado de São Paulo, o curso no Câmpus de Registro foi estabelecido cobrindo os variados ambientes aquáticos do Vale do Ribeira.
Fontes
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