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Entenda o impacto do uso de redes proibidas e do berimbau na pesca do camarão

Fiscalização em Rio Grande reforça a importância de evitar apetrechos ilegais para proteger o desenvolvimento dos crustáceos e a renda dos pescadores.

Por Redação Pescaverso · 03/10/2026 · Rio Grande/RS · 2 min de leitura

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Foto ilustrativa: ArionStar · CC0, via Wikimedia Commons

A preservação dos estoques pesqueiros é um compromisso que todo pescador deve assumir para garantir o futuro da atividade. Recentemente, de acordo com informações da Pescaria S/A, uma operação de fiscalização integrada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, acendeu o alerta sobre o uso de apetrechos proibidos que prejudicam diretamente a safra do camarão. A ação uniu a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) e a Guarda Municipal para coibir práticas predatórias na região.

O grande problema combatido pelas autoridades é o uso do berimbau e de redes com malhas menores do que o permitido por lei. Essas ferramentas capturam o camarão ainda em seu estágio inicial de crescimento, impedindo que o crustáceo se desenvolva de forma adequada. Isso gera um impacto ambiental severo e reduz drasticamente a produtividade da safra.

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Fiscalização nas orlas e ilhas

Durante os trabalhos na região, as equipes da Patram e da Guarda Municipal realizaram trajetos por terra e água, utilizando inclusive uma unidade móvel de videomonitoramento. A varredura passou por pontos importantes do município de Rio Grande: - Orla da Henrique Pancada - Orla de São Miguel - Orla do Bosque - Ilha do Leonídio - Ilha dos Marinheiros

Embora nenhuma embarcação tenha sido flagrada em atividade ilegal no momento da abordagem, a Patram conseguiu apreender uma rede com malha fora das especificações permitidas. Mesmo sem identificar o proprietário do material, foi registrada a ocorrência pelo uso de apetrechos proibidos, mostrando que a vigilância está ativa.

O perigo da pesca de arrasto predatória

Segundo representantes da Guarda Municipal e da Patram, a pesca de arrasto feita com o berimbau é altamente predatória. Essa prática afeta diretamente o pescador profissional que depende exclusivamente da atividade para o sustento de sua família. A atuação constante das forças de segurança serve como um trabalho de prevenção e alerta para toda a comunidade pesqueira.

Para fortalecer o combate a essas práticas, a Secretaria da Pesca, Agricultura e Cooperativismo planeja lançar uma campanha educativa com materiais explicativos sobre a pesca ilegal. O objetivo, conforme divulgado pela Pescaria S/A, é conscientizar a população sobre as perdas sociais e econômicas que a escassez do camarão traz para as famílias locais.

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