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Pescaverso

Como pescar traíra: conheça cinco técnicas eficientes para a espécie

Presente em quase todo o Brasil, a traíra exige técnicas variadas que vão da tradicional linha de mão ao uso de iscas artificiais.

Por Redação Pescaverso · 01/10/2026 · Rio Grande do Sul · 2 min de leitura

Tararira (Hoplias malabaricus), Uruguay, 2020.jpg
Foto ilustrativa: Enrique Manuel González González · CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A pesca de traíra é uma das atividades mais populares no Brasil devido à agressividade e força desse predador. De acordo com a Pescaria S/A, o peixe está presente em rios, represas, açudes e pesqueiros de quase todo o território nacional. No Rio Grande do Sul, por exemplo, embora não ocorra o trairão da Amazônia, as traíras comuns povoam milhares de açudes e barragens particulares, onde podem alcançar até 5 ou 6 quilos graças ao acesso controlado de pescadores.

Para ter sucesso na captura dessa espécie, existem diferentes abordagens consagradas. A escolha do método ideal costuma variar conforme a região, as condições do local e a preferência do pescador pelo uso de iscas naturais ou artificiais.

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Iscas naturais e artificiais

A modalidade que utiliza carretilha ou molinete com isca natural é apontada pela Pescaria S/A como a mais praticada no país. Por ser um peixe carnívoro, a traíra responde muito bem a esse tipo de apresentação. Já na pesca esportiva, o destaque fica para o uso de iscas artificiais, especialmente as zaras, zarinhas e os sapinhos de borracha, que garantem bons resultados em qualquer região brasileira.

Técnicas tradicionais e de espera

Para quem prefere a pescaria clássica, a vara de bambu, conhecida no Sul como caniço de taquara, continua muito eficiente. A montagem simples leva cerca de 3 metros de linha de nylon grossa, a partir de 0,60 mm, e anzol de tamanho 6/0 ou 7/0. Outra alternativa tradicional é a linha de mão, muito usada em acampamentos como pescaria de espera, na qual o pescador espalha as linhas com boias ou chumbadas de fundo e faz vistorias periódicas.

O sistema de boia louca

Por fim, a técnica da boia louca, também chamada de João Bobo, consiste em amarrar cerca de 1 metro de linha com anzol 6/0 ou 7/0 a uma boia grande, que pode ser de isopor, garrafa PET ou modelo comercial. Esse método é recomendado para ambientes fechados, como lagos e represas, para evitar que o equipamento se perca na correnteza de um rio.

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