Como pescar na praia: 5 dicas para faturar betaras e corvinas no litoral sul
Veja as recomendações da Pescaria S/A para mandar bem no surfcasting em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul usando as técnicas e os equipamentos certos.
Por Redação Pescaverso · 01/10/2026 · Rio Grande do Sul e Santa Catarina · 2 min de leitura

A pesca de praia no litoral sul do Brasil, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, atrai muitos pescadores em busca de espécies como betaras, peixes-rei, corvinas e bagres. Para ter sucesso nessa modalidade, conhecida como surfcasting, não basta apenas arremessar a chumbada de qualquer jeito. De acordo com o portal Pescaria S/A, é preciso compreender o comportamento dos peixes e a dinâmica das marés para garantir bons resultados na beira da água.
Durante o inverno, as águas costeiras da região sul ficam mais frias e oxigenadas, atraindo cardumes de betaras e peixes-rei para mais perto da rebentação. Essa época é excelente para a pesca, pois a ausência de banhistas e de embarcações deixa o ambiente mais calmo, fazendo com que os peixes se alimentem com menos desconfiança perto da areia.
Encontre o canal certo e use as melhores iscas
Para posicionar seu anzol no local correto, procure pelas correntes de retorno, conhecidas popularmente como repuxo. Esses canais são formados pelo retorno da água das ondas e servem como caminho de alimentação para as espécies. De acordo com a Pescaria S/A, você pode identificar esses pontos procurando por áreas de água mais escura, com menos formação de espuma e onde as ondas quebram com menor intensidade.
A escolha da isca é outro fator determinante para o sucesso da pescaria de praia no sul. Algumas opções naturais apresentam excelente rendimento: - Minhoca do mar: muito atrativa para betaras, corvinas e peixes-rei. - Marisco: fácil de coletar nas pedras e bastante versátil. - Camarão: eficiente tanto fresco quanto congelado. - Corrupto: esse crustáceo de corpo mole e cheiro forte é capturado na areia com bombas manuais e deve ser mantido refrigerado, sendo fatal para peixes de fundo.
Equipamento adequado e análise do clima
Para alcançar os canais onde os peixes estão ativos, o uso de varas longas, com pelo menos 3,90 metros de comprimento, é fundamental. Elas ajudam a arremessar a isca além da arrebentação e mantêm a linha fora da espuma das ondas. O ideal é combinar o caniço com um molinete resistente à água salgada abastecido com linha de bitola entre 0,30 mm e 0,40 mm.
Antes de sair de casa, consulte a previsão do tempo em plataformas como Windy, Windguru ou CPTEC/INPE. A maré enchente é o período mais produtivo, pois estimula o movimento dos peixes em direção à praia. Dias nublados também ajudam, já que a visibilidade reduzida deixa os peixes menos ariscos, enquanto ventos moderados colaboram para oxigenar a água.
Fontes
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