Como manusear peixes venenosos e peçonhentos com segurança na pescaria
Aprenda a se proteger do peixe-leão, peixe-pedra e baiacu durante suas pescarias e evite acidentes graves com as dicas da Pescaria S/A.
Por Redação Pescaverso · 03/10/2026 · Litoral do Brasil · 2 min de leitura

Quem frequenta o mar sabe que a pescaria exige atenção constante, não apenas com as ondas, mas também com o que vem na linha. Algumas espécies marinhas carregam toxinas perigosas que exigem cuidado extremo no manuseio. De acordo com a Pescaria S/A, a primeira regra é entender a diferença entre peixes venenosos, que causam problemas quando ingeridos, e peçonhentos, que injetam toxinas por meio de espinhos ou ferrões.
O baiacu, muito comum nas praias e costões do Nordeste e Sudeste, é um exemplo clássico de peixe venenoso. Ele possui tetrodotoxina concentrada principalmente na pele, fígado e ovários, uma substância extremamente letal. Outras espécies, como o peixe-leão e o peixe-pedra, são peçonhentas e utilizam seus espinhos dorsais para descarregar o veneno diretamente na pele de quem os toca de forma descuidada.
Cuidados práticos ao embarcar um baiacu
Ao capturar espécies como o baiacu-pintado, o baiacu-areia ou o baiacu-espinhoso, o pescador nunca deve tocar no peixe diretamente com as mãos. Segundo as orientações da Pescaria S/A, o correto é utilizar pinças ou alicates para conter o animal e retirar o anzol de forma segura. O consumo desse peixe também deve ser evitado, a menos que seja preparado por profissionais autorizados, pois a ingestão acidental de sua toxina causa paralisia e asfixia.
Como evitar acidentes com peixe-leão e peixe-pedra
O peixe-leão, espécie invasora que está se espalhando pela costa norte do Brasil, possui 18 espinhos venenosos que provocam dor intensa e espasmos. Já o peixe-pedra, considerado o peixe mais venenoso do mundo, camufla-se perfeitamente em fundos rochosos, tornando-se quase invisível. Para evitar acidentes com essas espécies peçonhentas, siga estas recomendações: - Nunca toque em peixes coloridos ou desconhecidos nos recifes. - Utilize calçados de neoprene ao caminhar ou mergulhar em áreas costeiras e rasas. - Evite apoiar as mãos diretamente em rochas ou corais sem antes verificar o local.
Primeiros socorros em caso de ferroada
Se houver um acidente com os espinhos do peixe-leão ou do peixe-pedra, a recomendação imediata é mergulhar a área afetada em água quente, entre 40 e 45 graus Celsius, o que ajuda a neutralizar as toxinas. No caso do peixe-pedra, a dor é devastadora e pode causar necrose e problemas cardíacos, exigindo atendimento médico de urgência absoluto para aplicação do soro antiveneno.
Fontes
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