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Cientistas usam inteligência artificial para rastrear peixe-elétrico em águas turvas

Pesquisa com participação da USP abre caminho para entender como os peixes se movem e se comunicam na escuridão de rios e lagos.

Por Redação Pescaverso · 30/09/2026 · São Carlos/SP · 1 min de leitura

Rio Araguaia perto de Rio Maria, Pará.jpg
Foto ilustrativa: Alejortizd · CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Cientistas da USP de São Carlos, em parceria com pesquisadores da Alemanha e da Espanha, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de rastrear em três dimensões o peixe-elétrico-listrado (Gymnotus carapo). De acordo com o Terra da Gente (g1), o estudo publicado em 2026 utiliza as próprias descargas elétricas do peixe para mapear seus movimentos, o que promete ajudar a compreender o comportamento das espécies em águas escuras e turvas.

No experimento, os pesquisadores colocaram o peixe em um aquário equipado com oito eletrodos e três câmeras para registrar os movimentos de diferentes ângulos. Um algoritmo de aprendizado profundo identificou pontos específicos do corpo do animal, como a cabeça, o meio e a cauda, combinando as imagens para recriar sua trajetória exata com uma precisão de aproximadamente 0,8 milímetro.

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Tecnologia para águas turvas

O grande objetivo para o futuro é conseguir rastrear o peixe dispensando totalmente o uso de câmeras, dependendo apenas dos sinais elétricos que ele emite. Essa tecnologia será fundamental para estudar a vida aquática na escuridão completa ou em águas profundas e barrentas, onde as filmagens tradicionais não funcionam e a luz artificial pode atrapalhar o comportamento natural das espécies.

Além de ajudar a compreender a biologia e a comunicação dos peixes que usam a eletrolocalização para caçar e se orientar, a descoberta pode ter aplicações práticas fora da água. Os cientistas apontam que os mesmos princípios podem servir de inspiração para criar sistemas de navegação mais eficientes para veículos subaquáticos autônomos.

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